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Chade

Zara Adam, de 27 anos, leva seu filho para um exame de rotina numa clínica móvel de MSF em Yakoua, próximo a Bol. (Foto: Sara Creta/MSF)
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Paises em que MSF atua

Em 2019, Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou várias atividades em todo o Chade para ajudar a controlar a epidemia de sarampo, que continuou a se intensificar desde que foi declarada, em maio de 2018.

No Chade, os surtos de sarampo geralmente começam na primavera e desaparecem quando a estação chuvosa começa em junho, mas o surto de 2018 continuou em 2019 e acabou se espalhando para 75 dos 126 distritos do país.

Nossas equipes chegaram a Am Timan em janeiro, quando um novo pico foi declarado. Em quatro semanas, vacinamos 107 mil crianças na cidade e em 13 outros locais do distrito. Também ajudamos no tratamento de pacientes com sarampo no hospital Am Timan e em três centros de saúde.

Na capital N’Djamena, convertemos nosso centro de nutrição intensiva, que foi originalmente criado para responder a uma emergência única em 2018, em uma unidade de sarampo, a fim de oferecer cuidados às crianças mais gravemente afetadas. Também apoiamos 21 centros de saúde para tratar pacientes na cidade.

Nos distritos de Bongor, Bousso, Ba’illi e Kouno, no sudoeste do país, e no distrito de Bodo, no Sul, vacinamos mais de 245 mil crianças e apoiamos cinco hospitais e 66 centros de saúde no tratamento de pacientes. No distrito de Bodo, onde o sarampo não era a única doença fatal que afetava crianças com menos de cinco anos, fornecemos tratamento para malária e desnutrição aguda.

Resposta a outras emergências

A desnutrição é endêmica no Sahel, a faixa de terra que cruza o Chade. Nos últimos anos, vários fatores exacerbaram a prevalência e a incidência de desnutrição, incluindo grave insegurança alimentar sazonal, falta generalizada do poder de compra e o agravamento da crise econômica.

Sarampo e desnutrição são uma combinação mortal: o sarampo pode piorar o estado nutricional de uma criança, enquanto a baixa imunidade causada pela desnutrição aumenta a gravidade do sarampo e até mesmo o risco de morte.

Em N’Djamena, de junho a setembro, as poucas instalações que oferecem tratamento para desnutrição grave foram novamente sobrecarregadas por um grande número de pacientes. Em resposta, reabrimos um centro de nutrição intensiva mantido por MSF no bairro de N’Djari. Quando fechamos o centro em outubro, havíamos tratado 970 crianças com desnutrição grave e complicações médicas.

No sudoeste do país, também respondemos a um surto de meningite, tratando mais de 750 crianças, 245 das quais receberam atendimento no hospital Goundi de janeiro a abril de 2019.

Melhoria nos cuidados de saúde materno-infantil em Moissala

Em 2019, nossas equipes trataram mais de 90.600 crianças com malária em unidades de saúde apoiadas por MSF em Moissala, no sul do Chade. Destes, quase 7 mil foram internadas nas enfermarias pediátricas para malária grave do hospital de Moissala. Decidimos também expandir nossas atividades na área para melhorar o acesso aos serviços de saúde para mulheres e crianças em todos os níveis, desde os centros de saúde comunitários até as internações. Durante o ano, apoiamos centros cirúrgicos, enfermarias de maternidade, pediatria e neonatologia no hospital de Moissala e atendimento obstétrico em dois centros de saúde.

Consultas ambulatoriais
Pacientes de malária tratados
Crianças tratadas em centros de nutrição ambulatoriais
Crianças com sarampo tratadas
Vacinações contra o sarampo em resposta a um surto
154.800
109.900
5.600
11.300
352.500

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