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MSF reabre hospital para pessoas com queimaduras em Porto Príncipe, no Haiti

18/09/2020
Unidade de saúde ficou dedicada aos casos de COVID-19 entre meados de maio e o início de agosto
MSF reabre hospital para pessoas com queimaduras em Porto Príncipe, no Haiti

Foto: Lunos Saint Brave/MSF

Médicos Sem Fronteiras (MSF) retomou as internações em seu hospital para o tratamento de queimados na área de Drouillard, em Porto Príncipe, capital do Haiti, após transformá-lo em uma unidade de combate à COVID-19, de meados de maio até o início de agosto.

Desde 27 de agosto, mais de 30 pacientes queimados foram examinados no hospital, dos quais 10 foram admitidos. "Os tipos de queimaduras que vemos são muito comuns no Haiti", disse Torianne Mason, coordenadora do Hospital Drouillard. "Muitos de nossos pacientes vêm de áreas urbanas onde as condições de vida precárias aumentam o risco de acidentes domésticos."

O hospital Drouillard de MSF é o único hospital especializado em queimaduras no Haiti. Quando serviu como um centro de tratamento contra a COVID-19, uma equipe móvel de MSF apoiou outras instalações médicas em Porto Príncipe para cuidar de pacientes queimados.

Após uma queimadura, a pessoa deve ir ao hospital o mais rápido possível e não aplicar nenhum produto nas feridas. Ao chegar ao hospital, o paciente é atendido por uma equipe de cirurgiões, médicos, enfermeiras, assistentes de saúde mental, assistentes sociais e fisioterapeutas. "Dependendo da profundidade e extensão das queimaduras, podemos precisar fazer enxertos de pele e realizar curativos regulares e outros cuidados até que a ferida cicatrize", afirmou Erneau Mondesir, diretor médico do hospital.

“Após a alta, MSF continua a cuidar dos pacientes por meio de consultas ambulatoriais. Frequentemente, é necessário apoio psicológico e social, pois os pacientes podem achar difícil se aceitar e se ajustar à vida após uma queimadura”, completa Mondesir.

Durante os quase três meses em que o hospital serviu como centro de tratamento contra a COVID-19, 333 pessoas receberam consultas médicas e 192 foram internadas com sintomas graves. Após um pico de admissões em maio, o número de pacientes hospitalizados estabilizou e diminuiu em julho.

"Como organização médica e humanitária, adaptamos nossas atividades, após consulta às autoridades de saúde, para tratar pacientes com casos graves de COVID-19 durante um período crítico", comentou Aline Serin, chefe de projeto de MSF. "A redução nas admissões de COVID-19 e o aumento na capacidade de outros agentes médicos nos permitiu voltar a focar no cuidado de pacientes com queimaduras graves, que continua sendo uma necessidade médica muito importante no Haiti."

Enquanto a pandemia de COVID-19 continua no país, MSF segue aplicando medidas de prevenção e controle de infecções para proteger a equipe e os pacientes em seus centros de saúde. Pessoas com sintomas da doença podem continuar a frequentar o Centro de Emergência de MSF em Martissant, onde as equipes médicas podem avaliar sua condição e fornecer conselhos apropriados.


 

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