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5 vezes em que MSF precisou adaptar seus projetos durante a pandemia de COVID-19

09/07/2020
Promoção de saúde sem aglomerações e uso da telemedicina foram algumas das adequações feitas por nossas equipes
5 vezes em que MSF precisou adaptar seus projetos durante a pandemia de COVID-19

Foto: Diego Ibarra Sánchez

Um dos princípios de Médicos Sem Fronteiras (MSF) é oferecer ajuda humanitária e cuidados de saúde às pessoas que mais precisam, sem discriminação de raça, religião, nacionalidade ou convicção política. E para que as populações sejam alcançadas de forma efetiva e um elo de confiança seja criado, é preciso adaptar nossas atividades às diferentes crenças, costumes e necessidades de cada contexto. Durante a pandemia de COVID-19, algumas adequações se tornaram ainda mais necessárias. Confira cinco projetos que foram ajustados para que as comunidades continuassem recebendo assistência:

1.    Promoção de saúde no Haiti

Parte da população haitiana ainda desconfia da existência do novo coronavírus. Isso se deve aos rumores e teorias conspiratórias que circulam no país sobre a doença e seu tratamento. Para piorar o cenário, há subnotificação de casos, o que esconde a gravidade da epidemia. Para alcançar as comunidades, MSF realiza sessões de promoção de saúde em pequenos grupos - evitando aglomerações - e utiliza carros de som para propagar mensagens sobre a COVID-19 e as corretas medidas de prevenção a serem adotadas.

2.    Psicologia remota no México

A saúde mental é um fator-chave para a recuperação das pessoas infectadas pela COVID-19. Na cidade mexicana de Tijuana, MSF oferece apoio psicossocial via telefone para os pacientes em fase de recuperação e seus familiares. Os psicólogos abrem um espaço no qual os pacientes podem falar abertamente sobre o que viveram, criando um ambiente para que possam melhorar dia a dia.

3.    Telemedicina para saúde da mulher em Honduras

Muitas meninas e mulheres já tinham dificuldade de acessar serviços essenciais de saúde reprodutiva e sexual em Honduras, e a pandemia de COVID-19 agravou essa situação. Para dar continuidade às ações de planejamento familiar na cidade de Choloma, MSF iniciou atendimentos remotos, usando recursos de telemedicina.

4.    Centro de isolamento com redes e unidade fluvial no Brasil

Em Manaus, capital do Amazonas, MSF inaugurou, em parceria com a prefeitura, um centro de isolamento e observação para indígenas da etnia warao, que apresentavam sintomas leves de COVID-19.  A estrutura foi adaptada com tendas, redes, mesas e cadeiras. Também no Amazonas, na cidade de Tefé, a quase dois dias de barco da capital, profissionais de MSF estão trabalhando em uma unidade básica de saúde fluvial, uma embarcação que viaja durante semanas pelo rio Solimões levando atendimento médico à população ribeirinha.

5.    Triagem e medidas de prevenção no Líbano

Nos campos de refugiados de Burj al-Barajneh, em Beirute, parte do trabalho dos promotores de saúde de MSF é ouvir as preocupações médicas da população e orientar famílias sobre como praticar o isolamento para proteção contra a COVID-19. Durante as visitas às casas, os profissionais realizam triagem e explicam sobre as medidas preventivas necessárias. O foco são grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas.

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