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Nossa história

Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas. Desde então, MSF leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por conflitos armados, desastres naturais, epidemias, desnutrição ou sem qualquer acesso à assistência médica. Além disso, a organização busca chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas pessoas atendidas em seus projetos, dando visibilidade a realidades que não podem permanecer negligenciadas.

2016
União Européia e política migratória

Em junho, após o acordo firmado entre a União Europeia e a Turquia, MSF decidiu não receber mais recursos financeiros dos Esatdos-membros do bloco em protesto contra a vergonhosa política migratória imposta a refugiados e migrantes.

União Européia e política migratória

Foto: Anthony Jean/SOS MEDITERRANEE

2016
Fome na Nigéria

Entre abril e julho, MSF alertou para um desastre humanitário em larga escala: milhares de crianças morreram de fome no estado de Borno, na Nigéria. MSF pressionou as autoridades e a comunidade internacional para reagirem à situação de proliferação da fome, exacerbada pelos deslocamentos de pessoas causados pela violência da luta contra o Boko Haram.

Fome na Nigéria

Foto: Aurelie Baumel/MSF

2016
Conflitos na Síria e no Iémen

A continuição dos conflitos na Síria e no Iémen foi marcada pela banalização dos ataques a civis e a instalações e profissionais de saúde. Em maio, esses ataques foram repudiados por líderes mundiais, mas continuaram a acontecer no decorrer do ano.

Conflitos na Síria e no Iémen

Foto: Karam Almasri

2015
Kunduz: ataque ao hospital de MSF

O bombardeamento dos EUA ao centro de trauma MSF em Kunduz, no Afeganistão, fez o maior número de vítimas em ataques a instalações da organização: 42 pessoas foram mortas, sendo 14 profissionais da MSF.

Kunduz: ataque ao hospital de MSF
2015
Início do conflito no Iémen

Bombardeamentos, ataques aéreos e confrontos intensos levaram MSF a tratar mais de 10.500 feridos de guerra em apenas cinco meses.

Início do conflito no Iémen
2015
Terremotos no Nepal

Médicos Sem Fronteiras tratou mais de três mil feridos e distribuiu mais de 80 toneladas de provisões à população nas regiões afetadas.

Terremotos no Nepal
2014
Epidemia de Ébola

Início de uma epidemia de ébola sem precedentes: em seis países, MSF tratou quase cinco mil pacientes no ano, cerca de 25% de todos os casos declarados na África Ocidental.

Epidemia de Ebola
2013
Tufão nas Filipinas

Tufão atinge as Filipinas causando grande destruição na região central do país. MSF estrutura resposta de emergência, levando ajuda humanitária às ilhas remotas inacessíveis e construiu um hospital semipermanente.

Tufão nas Filipinas
2013
Emergência na RCA

A República Centro Africana (RCA) alcança o estado de emergência humanitária crónica após o golpe de Estado e a violência atinge níveis sem precedentes. MSF mantém sete projetos regulares e seis de emergência em quase todo o país, além prestar assistência a refugiados nos países vizinhos. É das poucas organizações que levam cuidados a esta população.

Emergência na RCA
2012
Emergência na RDC

Após duas décadas de conflito, os combates na República Democrática do Congo (RDC) atingem novo pico com a tomada da capital, Goma. Milhares de pessoas fogem, deixando vilarejos e campos de refugiados vazios. MSF mantém atendimento de emergência, campanhas de vacinação e programas regulares em todas as províncias do país.

Emergência na RDC
2011
Guerra na Síria

MSF concentra esforços no atendimento às pessoas afetadas pelo conflito e atua em três hospitais no Norte da Síria transformando casas e uma quinta em hospitais. Impedida de aceder a outras áreas da Síria, MSF inicia apoio a mais de 50 unidades de saúde espalhadas pelo país.

Guerra na Síria
2011
Atuação no Rio e em Amazonas

Profissionais da MSF-Brasil, ativos ou não, unem-se para formar uma associação. Cidades na região serrana do Rio de Janeiro foram atingidas por fortes chuvas e psicólogos MSF treinaram profissionais de saúde mental que trabalharam na região atingida pelas cheias.

 

Em outubro, MSF respondeu a uma crise humanitária envolvendo imigrantes haitianos na cidade de Tabatinga, no Amazonas, com a distribuição de bens de primeira necessidade e a realização de atividades de promoção de saúde.

Atuação no Rio e em Amazonas
2011
Independência do Sudão do Sul

Depois da independência do Sudão do Sul, em junho, MSF continuou a prestar serviços médicos na área reconhecida agora como o mais novo país do mundo. Mais de 300 mil pessoas foram deslocadas pelos conflitos entre 2010 e 2011. A organização também ofereceu cuidados aos mais de 55 mil refugiados sudaneses nos acampamentos espalhados pelo país.

Independência do Sudão do Sul
2010
Terremoto no Haiti

Terramoto devasta o Haiti: MSF, que já estava presente no Haiti, trata mais de 173 mil pacientes e realiza mais de 11 mil cirurgias.

Terremoto no Haiti
2010
Atenção para cheias

Em junho, fortes cheias atingiram os estados de Pernambuco e Alagoas e milhares de casas foram completamente destruídas. Equipas MSF ofereceram apoio psicológico, distribuição de kits, melhoria das condições de água e saneamento, monitoramento e treinamento.

Atenção para cheias

Foto: Sergio Cabral

2003
Fortes conflitos na capital da Libéria

Durante intensos conflitos entre forças do Governo e tropas rebeldes na capital da Libéria, MSF oferece assistência a milhares de deslocados e transforma casas em hospitais.

Fortes conflitos na capital da Libéria
1999
Nobel da Paz

MSF recebeu o prémio Nobel da Paz em 1999. A organização foi selecionada “em reconhecimento do trabalho humanitário pioneiro em diversos continentes” e para honrar os nossos profissionais médicos, que atuaram em mais de 80 países, tendo tratado dezenas de milhões de pessoas. Mas somos conhecidos por mais do que nossa atuação médica. Nós também nos manifestamos publicamente em nome das pessoas que tratamos e agimos para expor injustiças que observamos. O prémio Nobel da Paz nos ofereceu uma plataforma, e nós a utilizamos: no discurso de agradecimento do prémio, o Dr. James Orbinski, presidente do conselho internacional da MSF à época, falou diretamente para o então líder russo, Boris Ieltsin, repudiando a violência contra civis na Tchetchénia.

 

O silêncio pode matar

O Dr. James Orbinski disse: “O silêncio tem sido, desde há tempos, confundido com neutralidade, e apresentado como condição necessária para a atuação humanitária. Mas desde o começo, a MSF posicionou-se em oposição a essa máxima. Não estamos certos de que as palavras podem sempre salvar vidas, mas sabemos que o silêncio pode, certamente, matar.”

 

Campanha de Acesso e Doenças Negligenciadas

O valor recebido com o prémio foi utilizado na estruturação do Fundo para Doenças Negligenciadas, para prestar apoio a projetos-piloto voltados para o desenvolvimento clínico, produção, aquisição e distribuição de tratamentos para doenças negligenciadas como a doença de Chagas, a doença do sono e a malária. No mesmo ano, MSF lançou a Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais.

Leia o discurso do Dr. James Orbinski na íntegra clicando aqui:
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1999/msf-lecture.html

Nobel da Paz
1995
Massacre em Srebrenica

MSF testemunha o fim da “zona protegida” das Nações Unidas e denuncia o massacre de oito mil bósnios, a deportação maciça e os abusos cometidos pelas tropas sérvias contra outros milhares.

1994
Genocídio de Ruanda

MSF já estava presente no Ruanda quando cerca de 800 mil ruandeses da etnia tutsi foram assassinados por milicianos hutus. A organização toma a decisão sem precedentes de pedir intervenção armada internacional no país com uma justificação simples: “médicos não podem parar um genocídio”.

Genocídio de Ruanda

Foto: Generic MSF

1988
Terremoto na Arménia

MSF leva ajuda às vítimas do terremoto na Arménia.

1986
Guerra Civil no Sri Lanka

Guerra civil no Sri Lanka. MSF organiza clínicas móveis e hospitais para tratar dos feridos e traumatizados na luta entre o Governo e os Tigres Tâmil, grupo separatista ligado à etnia tâmil.

Guerra Civil no Sri Lanka

Foto: Didier Lefevre

1984
Fome na Etiópia

Grande fome na Etiópia. MSF estrutura um grande projeto de resposta à malnutrição severa e denuncia o desvio da ajuda humanitária por parte do Governo, o que provocou a sua expulsão do país.

Fome na Etiópia

Foto: Sebastião Salgado

1980
Guerra no Afeganistão

Após a ocupação do Afeganistão pela União Soviética, MSF fornece proteção e estrutura de assistência para as vítimas da guerra.

Guerra no Afeganistão

Foto: Generic MSF

1975
Fuga do Camboja

Fuga de cambojanos do Khmer Vermelho. MSF estabelece o primeiro programa médico de grande escala durante a crise de refugiados.

Foto: Generic MSF

1971
Médicos Sem Fronteiras é criada

Fundação de Médicos Sem Fronteiras, por médicos e jornalistas, em 1971.

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